A safra de feijão de 2025 está trazendo bons resultados para os agricultores de Erechim e região, com condições climáticas mais favoráveis e investimentos estratégicos por parte da Cecafes. Após os desafios enfrentados na safra passada, quando o clima adverso prejudicou a produção, este ano a cultura do feijão mostra um desempenho promissor, com boa produtividade e grãos de alta qualidade.
De acordo com as informações do presidente da Cecafes, Roberto Luis Balen, e do engenheiro agrônomo, Fredy Magrini, a safra de feijão passada, 2023/2024, foi marcada por grandes dificuldades devido a intempéries climáticas, como chuvas excessivas. Esse cenário resultou em problemas significativos como brotação dos grãos e o aparecimento de mofo, o que afetou diretamente a qualidade do feijão. Além disso, a alta umidade dos grãos na hora da colheita dificultou o processo de secagem e beneficiamento, impactando ainda mais o produto final.
Em contraste, as condições climáticas para a safra de 2025 foram mais favoráveis, com chuvas bem distribuídas e sem excessos próximos aos períodos críticos de colheita. Essa regularidade no clima resultou em um feijão com boa umidade e qualidade, além de uma produtividade que promete números positivos para os agricultores.
“Na região, estima-se que cerca de 1300 hectares de feijão foram plantados, com uma produtividade média de 30 a 35 sacos por hectare. A expectativa para a safrinha é de um aumento significativo, com o plantio de 2000 hectares. A Cecafes, cooperativa que reúne agricultores familiares da região, tem desempenhado um papel essencial neste cenário, comprando 600 toneladas de feijão preto e beneficiando cerca de 150 famílias”, afirma o engenheiro agrônomo, Fredy Magrini.
“A cooperativa também tem se empenhado para incentivar a produção local, oferecendo suporte técnico e financeiro para os pequenos agricultores. Além disso, a Cecafes garantiu contratos de compra com preços assegurados, o que tem aumentado a confiança dos agricultores na cooperativa e incentivado o retorno ao cultivo do feijão, um produto tradicional da região”, complementa Roberto Luis Balen.
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